História do CAJPII – CBR

O Centro de Acolhimento João Paulo II – Cbr é uma instituição incorporada na paróquia de São José, criada por Decreto-Lei (DL) de 16 de Julho de 1932.

O CAJPII-Cbr foi inaugurado em 18 de Junho de 2005 e advêm da convergência de trabalho de três Conferências existentes em São José (Conferência Masculina, Feminina e Jovem), criadas a 8 de Janeiro de 1933.

O CAJPII- Cbr baseia o seu funcionamento na “REGRA” da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), visto que assume os seus princípios fundamentais, nas vertentes espirituais e de missão ao serviço das famílias e indivíduos mais carenciados.

A SSVP, também conhecida como Conferências Vicentinas, é uma Organização Católica Internacional de Leigos, fundada em Paris, a 23 de Abril de 1833, por um grupo de jovens universitários, liderados por António Frédéric Ozanam, em resposta aos ateus e materialistas que contestavam: “os católicos devem orgulhar-se da sua religião no passado. Hoje o cristianismo está morto. Onde estão as obras que justificam a vossa fé?”.

A SSVP tem como intuito prestar às famílias necessitadas, assistência material e espiritual, baseando-se na fé cristã-católica.

Hoje, a SSVP, é além de um movimento da Igreja Católica, a segunda maior Organização Não Governamental (ONG) do mundo em número de membros, ficando atrás apenas da ONU, os seus membros, denominados “Vicentinos”, reúnem-se semanalmente em grupos chamados, Conferências, com local e hora fixos, nos quais partilham do Evangelho, fazem orações, prestam contas dos seus trabalhos e discutem sobre as necessidades das famílias assistidas, procurando sob a luz do Espírito Santo, encontrar uma solução prática para estas.

De carácter católico, a Sociedade está aberta a quantos desejem viver a sua fé no amor e no serviço aos irmãos. Fiel aos seus fundadores, a SSVP, procura renovar-se constantemente e adaptar-se às condições mutáveis do mundo.

Nenhuma obra de caridade é estranha à SSVP. A sua acção compreende qualquer forma de ajuda, por contacto pessoal, no sentido de aliviar o sofrimento e promover a dignidade e a integridade do Homem. A Sociedade não procura somente mitigar a miséria, mas também descobrir e remediar as situações que a geram. Leva a sua ajuda a quantos dela necessite, independentemente de raça, cor, credo político ou religioso e posição social.

A actividade principal, visitas domiciliárias (VD), é planeada em reuniões de pequenos grupos (conferências vicentinas), que se dedicam à promoção de pessoas necessitadas de recursos materiais e de formação espiritual.

Poder-se-á dizer que, o maior tesouro das instituições, com missão focada na responsabilidade social, encontra-se no espírito de solidariedade dos voluntários, os quais são, muitas vezes, exímios na administração de escassos recursos financeiros. Adequação de custos, produtividade, criatividade e qualidade na prestação dos serviços fazem parte da excelência em gestão do terceiro sector.

Resumidamente, poder-se-á afirmar que a SSVP, é uma organização católica de leigos que, voluntariamente, se empenham no apoio a pessoas e famílias marginalizadas, privilegiando o contacto pessoal e a VD, não só com vista a aliviar situações de carência material e moral, mas também a descobrir e ajudar a solucionar as suas causas. Alguns exemplos destas situações são: pessoas vítimas de doenças ou diminuição física ou mental; famílias com carências económicas; idosos vítimas de solidão; crianças sem amparo familiar, vítimas de maus-tratos ou em situação de perigo moral; pessoas alcoólicas e toxicodependentes; reclusos e suas famílias; desempregados; grupos sociais minoritários e marginalizados.

São Vicente Paulo, foi nomeado pelo Papa Leão XIII, como Patrono dos Serviços Sociais, tendo sido a sua vida a confirmação plena de que “A boa espada é acrisolada no fogo”.

Desde Outubro de 2009 que o Centro de Acolhimento tem personalidade jurídica canónica e civil e foi reconhecido como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) em Setembro de 2010.